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    Ariano Vilar Suassuna, poeta, romancista, dramaturgo, advogado e professor, nasceu em Filipéia de Nossa Senhora das Neves (atual João Pessoa) em 1927. Seu pai, João Suassuna, foi governador do Estado da Paraíba. Com a revolução de 30, seu pai assassinado na cidade do Rio de Janeiro, por motivos políticos, esse exercia o cargo de Deputado Federal. Depois da morte do pai, a família mudou-se para Taperoá, onde morou de 1933 a 1937.

    Ariano Suassuna foi viver no Recife, em 1942. No ano de 1946, iniciou a faculdade de Direito, escreveu sua primeira peça em 1947, Uma mulher vestida de sol. Em 1948, escreveu a peça Cantam as harpas de Sião (ou O desertor de Princesa), no ano seguinte Os homens de barro (peça em 3 atos); e em 1950 Auto de João da Cruz.

    O escritor voltou para Taperoá e viveu por lá até 1956, dedicou-se à advocacia, contudo não abandonou a atividade teatral. Tornou-se professor na Universidade Federal de Pernambuco no ano de 1956. Ariano morreu no dia 23 de julho de 2014 no Real Hospital Português, no Recife, onde deu entrada na noite do dia 21, vítima de um acidente vascular cerebral (AVC), passando por procedimento cirúrgico com colocação de dois drenos para controlar a pressão intracraniana. Ele ficou em coma e respirando por ajuda de aparelhos. O corpo de Ariano foi sepultado no Cemitério Morada da Paz em Paulista, Região Metropolitana do Recife em Recife em 24 de julho de 2014.

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    João Ubaldo Ribeiro foi romancista, cronista, jornalista, tradutor e professor brasileiro. Membro da Academia Brasileira de Letras ocupou a cadeira nº 34. Em 2008 recebeu o Prêmio Camões. Foi um grande disseminador da cultura brasileira, sobretudo a baiana. Entre suas obras que fizeram grande sucesso encontram-se "Sargento Getúlio", "Viva o Povo Brasileiro" e "O Sorriso do Lagarto".

    João Ubaldo Ribeiro nasceu em Itaparica, Bahia, no dia 23 de janeiro de 1941, na casa de seus avós. Filho dos advogados Manuel Ribeiro e de Maria Filipa Osório Pimentel. Fez seus primeiros estudos em Aracaju, no Instituto Ipiranga. Em 1951 ingressou no Colégio Estadual Atheneu Sergipense. Em 1955 mudou-se para Salvador, e ingressou no Colégio da Bahia. Estudou francês e latim. Formou-se em Direito na Universidade Federal da Bahia.

    Seu primeiro romance foi "Setembro Não Tem Sentido", publicado em 1963. Em 1964 recebe uma bolsa de estudos para cursar o mestrado em Administração Pública, na Universidade da Califórnia, Estados Unidos. De volta ao Brasil, lecionou Ciência Política na Universidade Federal da Bahia, durante seis anos.

    Sua segunda obra "Sargento Getúlio", publicado em 1971, lhe rendeu o Prêmio Jabuti de Revelação de Autor, em 1972. A obra chegou ao cinema nos anos 80, protagonizada pelo ator Lima Duarte. Em 1984, ganhou o Prêmio Jabuti com o romance "Viva o Povo Brasileiro". O romance "O Sorriso do Lagarto" foi adaptado para uma minissérie na televisão.

    João Ubaldo Ribeiro, a partir de 1994, passou sofrer de depressão, fez tratamento voltou a aparecer em público, em 1998. Em 1991, é eleito para a Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira nº 34.

    João Ubaldo Ribeiro faleceu no Rio de Janeiro, em decorrência de embolia pulmonar, no dia 18 de julho de 2014.

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    Manoel Wenceslau Leite de Barros nasceu em Cuiabá (MT), em 1916. Ainda novo, foi morar em Corumbá (MS) e mais tarde iria para o Rio de Janeiro, para fazer a faculdade de Direito. Viajou pela Bolívia e Peru, morou em Nova York, captou em cada um dos lugares por onde passava um pouco da essência da liberdade, que aplicaria em suas poesias.Apesar de ter publicado o primeiro livro em 1937, o “Poemas Concebidos Sem Pecado”, o primeiro livro que escreveu acabou nas mãos de um policial.

    O jovem Manoel fez a pichação “Viva o comunismo”, em um monumento, e a polícia foi em busca do autor da ousadia. Para defendê-lo, a dona da pensão em que vivia disse ao policial que o “criminoso” em questão era autor de um livro. O policial pediu para ver e levou o livro. Chamava-se “Nossa Senhora de Minha Escuridão" e Manoel nunca o teve de volta.Formou-se em Direito, em 1941, na cidade do Rio de Janeiro. E já no ano seguinte publicou “Face Imóvel” e em 1946, “Poesias”.Na década de 1960 foi para Campo Grande (MS) e lá passou a viver como fazendeiro.

    Manoel consagrou-se como poeta nas décadas de 1980 e 1990, quando Millôr Fernandes publicava suas poesias nos maiores jornais do país.Manoel é normalmente classificado na Geração de 45 da literatura. Trabalha bastante com a temática da natureza, mais especificamente, o Pantanal.

    Mistura estilos e aborda o tema regional com originalidade.Outros livros do autor são: ”Compêndio para Uso dos Pássaros”, de 1961, “Gramática Expositiva do Chão”, de 1969, “Matéria de Poesia”, de 1974, “O Guardador de Águas”, de 1989, “Retrato do Artista Quando Coisa”, de 1998, “O Fazedor de Amanhecer”, de 2001, entre outros.Alguns dos prêmios que o autor recebeu: “Prêmio Orlando Dantas”, em 1960, ”Prêmio da Fundação Cultural do Distrito Federal”, em 1969. “Prêmio Nestlé”, em 1997 e o “Prêmio Cecília Meireles” (literatura/poesia), em 1998.Manoel de Barros morreu no dia 13 de novembro de 2014.

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    Moacyr Jaime Scliar nasceu em Porto Alegre (RS), no Bom Fim em 23 de março de 1937, filho de José e Sara Scliar. Sua mãe, professora primária, foi quem o alfabetizou. Cursou, a partir de 1943, a Escola de Educação e Cultura, daquela cidade, conhecida como Colégio Lídiche. Transferiu-se, em 1948, para o Colégio Rosário, uma escola católica.

    Em 1955, passou a cursar a faculdade de medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre (RS), onde se formou em 1962. Em 1963, inicia sua vida como médico, fazendo residência em clínica médica. Trabalhou junto ao Serviço de Assistência Médica Domiciliar e de Urgência (SAMDU), daquela capital.

    Publica seu primeiro livro, “Histórias de um Médico em Formação”, em 1962. A partir daí, não parou mais. São mais de 67 livros abrangendo o romance, a crônica, o conto, a literatura infantil, o ensaio, pelos quais recebeu inúmeros prêmios literários. Sua obra é marcada pelo flerte com o imaginário fantástico e pela investigação da tradição judaico-cristã. Algumas delas foram publicadas na Inglaterra, Rússia, República Tcheca, Eslováquia, Suécia, Noruega, França, Alemanha, Israel, Estados Unidos, Holanda e Espanha e em Portugal, entre outros países.

    Em 31 de julho de 2003 foi eleito, por 35 dos 36 acadêmicos com direito a voto, para a Academia Brasileira de Letras, na cadeira nº 31, ocupada até março de 2003 por Geraldo França de Lima. Tomou posse em 22 de outubro daquele ano, sendo recebido pelo poeta gaúcho Carlos Nejar.

    O escritor faleceu no dia 27/02/2011, em Porto Alegre (RS), vítima de falência múltipla de órgãos.

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    Rubem Alves foi teólogo, educador, tradutor e escritor brasileiro. Autor de livros de filosofia, teologia, psicologia e de histórias infantis.Nasceu na cidade de Boa Esperança, Minas Gerais, no dia 15 de setembro de 1933. Em 1945 muda-se com a família para o Rio de Janeiro. Criado em uma família protestante, tornou-se pastor.

    Entre 1953 e 1957 cursou Teologia no Seminário Presbiteriano de Campinas, São Paulo. Em 1958 muda-se para a cidade de Lavras, Minas Gerais, onde exerce a função de pastor até 1963. Nesse mesmo ano foi estudar em Nova York, retornando em 1964, com o título de Mestre em Teologia, pela Union Theological Seminary.

    Em 1968, foi perseguido pelo regime militar brasileiro, que o acusou de subversão. Viajou aos EUA, onde cursou doutorado em filosofia na Princeton Theological Seminary.

    Em 1968, foi perseguido pelo regime militar brasileiro, que o acusou de subversão. Viajou aos EUA, onde cursou doutorado em filosofia na Princeton Theological Seminary.

    Nos anos 80, torna-se psicanalista através da Sociedade Paulista de Psicanálise. Passou a escrever nos grandes jornais sobre comportamento e psicologia.